CRÓNICA DO FESTIVAL TAURINO DO SOBRAL DE MONTE AGRAÇO - POR JOSÉ LUÍS FIGUEIREDO



Inicialmente anunciado para a data tradicional (25 de Abril), o festival taurino realizou-se no domingo dia 28, mas mesmo assim apesar das contrariedades, teve uma boa entrada de público que não deu certamente o seu tempo por perdido, pois pode assistir a excelentes momentos de bom toureiro. A lide a cavalo esteve a cargo de RUI SALVADOR a comemorar 35 de alternativa, Salvador com uma brega conhecedora e maestra, ferros bem desenhados, demonstrou estar pronto para os muitos compromissos que se avizinham. DAVID GOMES, bem montado e com um toureio que chega à bancada está preparado para yma temporada que se deseja de afirmação. JOAQUIM BRITO PAES, uma lide de menos a mais, inicialmente irregular sobretudo na ferragem, subiu de tom e terminou com ferros de enorme perfomance e verdade. GRUPO DE FORCADOS AMADORES DE SANTARÉM o grupo escalabitano aproveitou de sobremaneira a qualidade dos novilhos para rodar os mais jovens ANTONIO QUEIROZ E MELO com uma pega que tecnicamente teve apenas um senão, calou-se durante a investida, abriu a contenda FRANCISCO CABAÇO ainda menino, em idade, demonstrou ser um homem de barba rija, algumas compreensiveis falhas técnicas, foram compensadas com a raça e valor, nas tentativas em que foi derrotado uma delas algo violenta a sua primeira reação foi pegar no barrete e prontificar-se para ir ao toiro... temos forcado. JOAQUIM GRAVE com a melhor pega da tarde encerrou a prestação do grupo. No referente ao toureio apeado a contenda foi bem aberta pelo matador ANTÓNIO JOÃO FERREIRA que perante um novilho de campeonato esteve imponente em todos os tércios muito bem no capote dividiu a sorte de bandarilhas com o irmão João Ferreira e ambos atingiram elevado patamar, com a muleta deliciou os presentes com séries por ambos os lados repousadas e templadas. NUNO CASQUINHA com um novilho de investidas curtas, que não permitia séries longas obrigando Casquinha a recolocar-se e a não permitir a quietude desejada , com muito oficio, toureia muito além fronteiras, superou as dificuldades e alcançou o triunfo. MANUEL DIAS GOMES tocou-lhe em sorte um novilho com excelentes condições de lide, o jovem matador não se fez rogado, recebeu o novilho com toureiria no capote mas foi na muleta com séries mandonas e duendistas a levar o novilho embevido na flanela e com os pés sempre em su sitio que marcou a diferença. Tarde triunfal para a terna de matadores. CALEJO PIRES há muito reconhecida, pelos entendidos como uma das ganadarias que melhor se ajustam ao toureio apeado, o ganadero teve no Sobral razões de sobra que confirmam a sua aposta, justa chamada ao rudeo. O festival foi bem dirigido pela estreante SANDRA ALVES assessorada (aconselhada) pelo competentíssimo veterinário JOSÉ MANUEL LOURENÇO.


Um abraço

José Luís Figueiredo