Em noite futebolística, o Campo Pequeno registou meia casa,
o que é forte indicie de que em noite "normal" teríamos uma enchente.
Confesso que hesitei, não fui ao Campo Pequeno com grande convicção, mas fui e em boa hora o fiz, pois
dessa forma não perdi a noite memorável que Morante nos ofertou.
Muito
bem no primeiro, mas foi no último, quarto da ordem que Morante nos deliciou com uma actuação duendista, baseada em derechazos e naturais, aqui ali salpicados de adorno, a profundidade, a lentidão, a magia e sobretudo na última série de naturais levou-nos ao imaginário, sem palavras para a definir, enfim... UM SONHO.
José Luís Figueiredo