EU E O MÉXICO

Eu e o México

 Vivi desde o dia 7 de Abril até ao dia 2 de Maio, a maior aventura da minha vida,  na cidade do México.
E porque muito se especula e fala do que não se sabe, para que não restem dúvidas, aqui vai pela minha mão, a verdade.
Foi José Prates, senhor com quem não tinha privado ou sequer falado na minha vida, falar com Miguel e Ana Alvarenga, perguntando se conheceriam alguém que pudesse ir para o México, trabalhar como Directora de imprensa da Rejoneadora Mónica Serrano, pois a sua anterior equipa tinha sido despedida.
Foi-me feita a proposta e depois de falar com o meu marido e filhos, resolvi aceitar este desafio e aventura.
Fui então jantar com José e Margarida Prates, acompanhada do meu marido e combinamos os últimos detalhes.
Partimos então rumo à cidade do México no dia 7 de Abril do corrente ano.
Fui muito bem recebida e sempre muito bem tratada. Fiquei a viver numa casa dentro da propriedade de D. Ramon Serrano, senhor com quem tive o prazer de privar cerca de 10h/dia durante todo este tempo e com quem construí uma relação de amizade. Há de facto poucos homens tão íntegros e verdadeiros como este senhor.
Com a rejoneadora privei algumas vezes, e sempre com o melhor ambiente possível, bem como com José Prates e todos os demais funcionários.
Surgem propostas para a rejoneadora ir tourear a Portugal (o que me deixou claramente feliz) e depois de, segundo soube, várias conversações, diz que disse e diz que não disse, a situação ficou, o dito pelo não dito.
Ali estava eu a trabalhar e a fazer apenas aquilo que me mandavam.  (Afinal é o que qualquer empregado tem que fazer verdade?)
Depois de algum alarido e confusões próprias deste "mundillo", dei conta que alguém que não eu, estaria a fazer o trabalho para o qual fui supostamente contratada.
Ora enervada com a situação e por estar desde as 4h da manhã (hora local) a receber telefonemas sobre um assunto que eu desconhecia, de várias pessoas, contei em desabafo que estava magoada e que iria falar com D. Ramon para que me fizesse vir embora. Pois não deixei a minha família para ir de férias e sim para trabalhar. Porém se alguém fazia o trabalho que supostamente era o meu, não fazia sentido continuar longe da minha família. Desabafo este que foi publicado junto de um comunicado de José Prates.
Fui confrontada pela rejoneadora que me acusou de eu me ter despedido sem a ter informado e que estaria a defender José Prates. Apesar de ter falado claramente sobre este assunto com D. Ramon, senti que teria chegado o momento de sair de cena. Pois estava a ser envolvida num filme que não era o meu.
Com o maior respeito pelas pessoas que tão bem me acolheram, mas fazendo respeitar o meu profissionalismo e a pessoa que sou, resolvi vir embora.
Não deixei qualquer tipo de inimizades como muito pelo contrário, continuo em contacto diário com muitos amigos que ali fiz.
Não tenho qualquer relacionamento com o assunto "Prates vs Monica" e a minha curta relação de amizade com o Prates não saiu minimamente beliscada.
Tenho a consciência tranquila que sempre fiz o meu trabalho com o maior profissionalismo e respeito por todas as pessoas.
E quem, em Portugal, achar que estou envolvida neste caso, é porque de facto sabe mais do que eu, e convém sempre tentar difamar quem muito sabe e pode falar!
Descansem porque não irei falar o que penso, vi ou ouvi, porque não tenho que alimentar gente maldosa e porque acima de tudo sou uma mulher bem formada.
Continuo com o meu trabalho no meu site, bem como continuo na colaboração do farpas blogue  e do Jornal Olé.
O que não me destrói... fortalece-me! 
Maria João Mil-Homens