Os sem abrigo são pessoas que por várias vicissitudes que ocorrem nas suas vivências "vivem" na rua carenciadas de tudo o que um ser humano tem (devia ter) direito. Muitos deles, nossos, outrora conhecidos e amigos e que agora nós os "abrigados" ignoramos desviando o olhar numa atitude cobarde "olvidando" que o futuro a Deus pertence.
No entanto não é a esses infelizes que dedico este meu recanto da má língua mas sim a outros "maltrapilhos voluntários" que desfilam pelas nossas arenas. Nomeadamente aqueles por quem devido ao
meu percurso taurino tenho mais afinidade - os forcados.
Para um forcado a arena para além de um lugar de liça com o toiro é também (deve ser) uma
passerelle e o forcado o modelo. A forma como salta à arena, a performance do brinde, o airoso caminhar, o cite garboso, bailando, o recuar toureando onde a beleza e leveza de movimentos se sobrepõe à agressividade da investida.
Claro que após a reunião e durante a viagem as coisas mudam, não há tempo para mariquices, é preciso pegar o toiro e nada nos diz que o dito é fã de boas maneiras.
Ao terminar a pega o forcado volta à passerelle, deve compor de imediato a imagem.
Não pode de forma alguma voltar à arena para os agradecimentos, desfraldado, de meias caídas, descalço, de cinta pendurada, gravata deslocada, nem tão pouco com esgares de dor e sofrimento.
Um forcado é um artista e em momento algum se pode confundir com um infeliz sem abrigo.
Até breve
José Luís Figueiredo
No entanto não é a esses infelizes que dedico este meu recanto da má língua mas sim a outros "maltrapilhos voluntários" que desfilam pelas nossas arenas. Nomeadamente aqueles por quem devido ao
meu percurso taurino tenho mais afinidade - os forcados.
Para um forcado a arena para além de um lugar de liça com o toiro é também (deve ser) uma
passerelle e o forcado o modelo. A forma como salta à arena, a performance do brinde, o airoso caminhar, o cite garboso, bailando, o recuar toureando onde a beleza e leveza de movimentos se sobrepõe à agressividade da investida.
Claro que após a reunião e durante a viagem as coisas mudam, não há tempo para mariquices, é preciso pegar o toiro e nada nos diz que o dito é fã de boas maneiras.
Ao terminar a pega o forcado volta à passerelle, deve compor de imediato a imagem.
Não pode de forma alguma voltar à arena para os agradecimentos, desfraldado, de meias caídas, descalço, de cinta pendurada, gravata deslocada, nem tão pouco com esgares de dor e sofrimento.
Um forcado é um artista e em momento algum se pode confundir com um infeliz sem abrigo.
Até breve
José Luís Figueiredo
