TROFÉUS PORTA DOS SUSTOS - MELHOR BANDARILHEIRO



CLÁUDIO MIGUEL - UM PEQUENO GIGANTE

Escalabitano de raiz, onde nasceu a 24 de Agosto de 1989, Cláudio Miguel, desde cedo sorveu aficion, essência essa, abundante na sua cidade. Aos 10 anos ingressa na Escola de Toureio de Almeirim, onde, sob a batuta de Pedro Gonçalves, dá largas ao seu sonho de ser matador de toiros, algo comum aos jovens que
frequentam escolas de toureio. Com apenas 13 anos, a 22 de Fevereiro de 2003 apresenta-se em público num festival em Almeirim.
Nas seguintes temporadas, toureia novilhadas e bolsins entre escolas de toureio.
A 6 de Janeiro de 2007 participa no concurso "À procura de novos toureiros" em boa hora, promovido  pela empresa do Campo Pequeno, onde após algumas fases é eliminado, contudo a sua "queda" para as bandarilhas, levaram os maestros Rui Bento e José Luís Gonçalves a convidá-lo para bandarilhar na final
do concurso.
Cláudio Miguel percebeu a "mensagem" e a 8 de Junho de 2008 presta provas para bandarilheiro praticante em Santarém. Assume que quer ser bandarilheiro, intensifica os treinos com o seu maestro e ídolo Pedro
Gonçalves.
A compensação é rápida e em 2007 e 2008 toureia respectivamente 44 e 73 espectáculos. A sua rápida ascensão na difícil arte de bandarilhar leva-o à alternativa de bandarilheiro profissional, facto que ocorre a 22 de Março de 2009 na monumental Celestino Graça, enfrentando de forma soberba um toiro de São Torcato.
Como bandarilheiro toureou nas quadrilhas de António João Ferreira, Nuno Casquinha, João Augusto Moura, Gonçalo Montoya, Vitor Mendes, Pedrito de Portugal e Manuel Dias Gomes.
Para além de Portugal pisou arenas de França e Espanha. Apesar da sua juventude Cláudio já conta no seu currículo com actuações nos "templos sagrados" do toureiro de montes Monumental de Las Ventas em Madrid e Real Maestranza de Sevilha .
Bandarilhou toiros de imensas ganadarias, entre elas, as mediáticas de Miura, Guardiola, Prieto de la Cal, Conde de la Maza e Cebala Gago.
Fez campanhas no México como bandarilheiro (colocava os toiros) do grupo de forcados de Lisboa e na
Califórnia com o cavaleiro praticante João Soller Garcia.
Portentoso bandarilheiro (por ambos os lados) é também exímio com o capote. A forma como "leva" os toiros, cuidando-os para a fase seguinte (actuação do matador) é sublime.
Bandarilheiro nato, Cláudio Miguel por circunstâncias sobejamente conhecidas enveredou pela brega saindo ao serviço de cavaleiros. Também nesta função a sua evolução é galopante e em breve atingirá certamente um lugar entre os melhores.
Com a humildade que o caracteriza, diz, que a sua brilhante carreira, se deve à sorte que sempre o acompanhou.
Sim Cláudio à sorte,  e a muito mais, continua com o "muito mais" e a sorte te fará justiça.

Até breve

José Luís Figueiredo