COMUNICADO
Festival Taurino de
Outubro em Beja
Sobre o Festival Taurino que se
realizará no próximo dia 10 de Outubro em Beja, venho eu, José Luís Zambujeira
esclarecer o seguinte:
1 – Em 2007, quando me despedi de
cabo do Grupo de Forcados Amadores de Cascais, sonhei em organizar um Festival
Taurino solidário em que fosse possível ajudar instituições da minha cidade,
assim, os lucros desse Festival, cerca de 34.000€ foram distribuídos igualmente
pela CerciBeja, Buganvilia e para Sofia (uma jovem que necessitava de fazer um
tratamento em CUBA, em consequência das graves lesões com que ficou decorrentes
de um acidente, e para o qual a família não tinha recursos).
2 – Ao longo destes quase oitos
anos, em todos eles o Festival se realizou, sempre a favor da CerciBeja e de
outras instituições ou particulares com deficiências, e em que apenas por uma
vez, não me coube a mim a organização, em todas as outras fui o responsável
pela montagem dos carteis, contactos com artistas, ganadeiros e outros
colaboradores, em que as instituições apenas tinham que vender bilhetes,
angariar patrocínios e pagar as pequenas despesas inerentes à realização do
Festival, sempre com estes a supervisionar tudo. Assim, não me acho dono do
festival, mas sim o seu principal promotor.
3 – Este ano o Festival será
novamente de solidariedade, mas não a favor da CerciBeja, mas sim do Centro de
Paralisia Cerebral de Beja e da Sociedade Capricho Bejense, por entender que existem
mais intuições a necessitar de ser ajudadas.
4 – O Festival deste ano será
marcado pela despedida do meu filho Joel Zambujeira, de cabo dos Amadores de
Cascais, numa corrida que contará com a presença dos antigos e atuais forcados
deste grupo, numa cidade a que o grupo tem fortes ligações por ser a terra da
maioria dos seus forcados, tendo o atual cabo passado a sua infância a brincar
junta a esta. Assim, não fazia sentido repartir as pegas com outro grupo,
nomeadamente com o Grupo de Forcados Amadores de Beja, pois estaria o Grupo de
Cascais com cerca de 70 forcados fardados e Grupo de Beja com apenas 18.
5 – Nada me move contra o Grupo
de Forcados de Beja, até porque a primeira pessoa que foi informada desta
intenção foi o seu cabo, José Maria Charraz. E como pode ser comprovado pelos
carteis que monto ou pelos que ajudo na organização tenho por norma incluir
sempre o Grupo de Beja, mas desta vez penso que não teria lógica a sua inclusão
no cartel, tal como o Grupo de Cascais não atuou na corrida em que o José Maria
Charraz assumiu o comando so seu Grupo.
Assim, em 2015, este Festival
voltará a realizar-se, voltará a ser de solidariedade e se Deus quiser, voltará
a ser de casa cheia, para que o Centro de Paralisia Cerebral de Beja e a
Sociedade Capricho Bejense possam continuar a ajudar os seus associados!