Quando
Francisco Penetra Rodrigues ilustre alcochetano à ėpoca dirigente do
Aposento do Barrete Verde associaçäo que tem a seu cargo, à mais de 70
anos a responsabilidade de organizar anualmente as festas do Barrete
Verde e das Salinas levou por diante o sonho antigo de criar no seio da
associação um grupo de forcados não imaginou certamente o impagável
serviço que prestava à tauromaquia nacional. O grupo do Aposento está no
activo sem qualquer interrupção à 50 anos ao longo dos quais levou o
nome de Alcochete a todos os cantos do nosso Portugal continental e
ilhas e ainda à Califórnia, México, Espanha e França. Numa povoação onde
em cada esquina nasce um forcado o grupo do Aposento cedo se impôs no
panorama taurino e em 1968 foi eleito o melhor da temporada.
Em 1971,era então chefiado por António Luis Penetra, divergências
insanáveis no seio do grupo levaram à saída de elementos preponderantes
no grupo entre os quais Vitor Marques, Anibal Pinto, Gregório Bolota, Manuel Pinto, Francisco Sequeira, Augusto Henriques e António
José Pinto que sob o comando de João Perinhas Mimo formaram os Amadores
de Alcochete.
Como não podia deixar de ser perante tais perdas o
grupo abanou, mas beneficiando do facto de Alcochete ser terra mãe de
forcados, cedo se ergueu e com António Luis Penetra ( cabo ), Luis
Cebola, Joaquim Batista, Manuel Rei, Luis Penetra, José Manuel Paixão,
Eduardo Carvalheira entre outros que se mantiveram fiéis ao Aposento
recrutaram os então miúdos, João Anselmo, José Luis Batista, João Rei Chefe, João Abilio, Arnaldo Matias, Francisco Carraça, Augusto Madeira,
Armando Pliru, Estevão Boieiro e muitos outros recolocando o grupo do
Aposento novamente em lugares cimeiros.
Em
cinquenta anos de existência foram muitos os que envergaram a jaqueta do
Aposento todos eles, sem excepção fazem parte da história do grupo e
sem menosprezar ninguém pedindo desde já desculpas aos omitidos, para
além dos já referenciados não resisto a mencionar aqui o nome de alguns
que na minha opinião fizeram a diferença: Manuel Vicente " Néu ", Paulo
Jorge Mira, Luis Miguel Cebola, Joaquim Lóia, António Sequeira, Sidónio
Rosa e Estevão Oleiro, que posteriormente envergaram a jaqueta dos
Amadores de Alcochete, João António Rosa, Miguel Caninhas, Candido
Perinu e João Salvação.
Actualmente Marcelo Loia (cabo) e
David Santiago são as referencias do grupo, LUIS CEBOLA. (
PAI ). O grupo do Aposento do Barrete Verde ao longo
da sua existência nunca sofreu qualquer interrupção algo que alguns dos
que em praça se perfilam à sua direita não o podem atestar. Para tal
muito contribuiu Luis Cebola que em momentos conturbados sempre foi o
bombeiro de serviço, apagando "fogachos", apaziguando divergências,
assumindo responsabilidades, enfim colocando os interesses do grupo
sempre em primeiro lugar.
Olé FORCADO.
José Luis
Figueiredo