SANJOANINAS 2015 - UM “SANTACOLOMA” DE VINHAS E GILBERTO FILIPE, TRIUNFADORES DA CORRIDA CONCURSO / SANJOANINAS 2015
O cavaleiro de Alcochete, sempre templado e preciso, ganhou o galardão para a melhor lide a cavalo.
O toiro “Tabaquero”, de Vinhas, foi premiado pela grande classe das suas incansáveis investidas.
Rotunda actuação dos forcados da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, que pegaram toda a corrida.
A fusão entre a classe de
um toiro de Vinhas, de sangue Santa Coloma, e o temple na lide do
cavaleiro Gilberto Filipe foi o momento de maior brilhantez da corrida
concurso de ganaderias que abriu ontem domingo o
abono das Sanjoaninas na Ilha Terceira.
“Tabaquero”, que assim se
chamou o toiro de quatro anos premiado, não parou de investir com classe
e um rítmico galope aos cavalos do marialva de Alcochete, o que este
aproveitou para lhe fazer uma lide de grande
precisão, na qual brilhou mais na hora de levar enganchado o toiro de
Vinhas de um lado ao outro da praça do que ao cravar a ferragem, quando
mostrou certa desigualdade.
Antes havia aberto praça o
esperado toiro de Miura, com o que a lendária divisa sevilhana fazia a
sua apresentação nos Açores. O exemplar de pelagem salgada “Artillero”,
muito no tipo da sua estirpe, resultou num
hastado nobre mas com pouco fundo. Acabou colocando a cara por cima
ante os cavalos de Luís Rouxinol, quem jogou bem com os terrenos para
tirar-lhe partido com eficácia e sobriedade.
O outro toiro espanhol,
com o ferro de Jandilla, lidou-se em segundo lugar e foi o de maior
imponência e peso dos seis. Tanto o “domecq” como a lide de Vitor
Ribeiro foram de menos a mais, com uma segunda metade
em que o cavaleiro brilhou especialmente com o seu grande cavalo
“Cochicho”. As reuniões para cravar as bandarilhas foram as de maior
frontalidade de todas quantas se viram durante a tarde.
A segunda parte da corrida
resultou menos luzida na medida em que aos cavaleiros açoreanos lhes
corresponderam também os hastados mais complexos ou desluzidos. Tiago
Pamplona pôs vontade mas passou apuros ante o
“jandilla” da ganaderia local de Rego Botelho, que tocou várias vezes
nas suas montadas.
Pela sua parte, Rui Lopes
também teve certos problemas ante o encastado quinto, de Assunção
Coimbra, até que o toiro perdeu ímpeto e pôde luzirse cravando pelos
terrenos de dentro. E já a encerrar, João Pamplona,
resolveu discretamente ante um “murube” da divisa terceirense de João
Gaspar que teve muito escassas forças.
Quanto aos forcados, uma
vez que o anunciado grupo do Ramo Grande caiu do cartel pelo seu
desacordo com a ordem de lide dos toiros, as seis pegas ficaram a cargo
do Grupo da Tertúlia Tauromáquica Terceirense. De
entre todas elas, numa excelente demostração de capacidade de todos os
membros do grupo, destacou-se pelo seu mérito a de José Vicente, que se
retirava da actividade, ao poderoso toiro de Jandilla.













