JOÃO MACHACAZ - ÚLTIMO CAPITULO

Tal como anunciado voltamos hoje com o segundo e último capitulo da "novela" João Machacáz.
Assim como no capitulo anterior vou basear esta minha crónica em factos verídicos debatidos e gravados no famoso "encontro" convocado pelo presidente Potier para expulsar João Machacáz e o seu grupo, Amadores do Ribatejo da Associação de Forcados.
Fiquei a saber que poucos (cabem numa só mão) são os grupos que cumprem financeiramente com a Associação, mas um desses escassos cumpridores é (quem diria) o grupo do Ribatejo.
Tomei conhecimento que afirmações proferidas pelo popular "cassetes", um rapaz um pouco (muito) abajoujado eram levadas em conta na Associação.
Fiquei a saber e estou em total sintonia que todos os apoios de empresas são bem vindos, sejam eles da Purina, Tomate Guloso, CAP, Esporão, Alfoz, Casa das Enguias, Hotel Lezíria, Raporal, etc, etc... independente de como é compreensível imporem os grupos de sua preferência, desde que, aqui tenho dificuldade em entender (não tenho estudos para tal) esse grupo não seja os Amadores do Ribatejo.
Soube que a reserva de um sector na praça de toiros do Campo Pequeno é aceitável, com o qual concordo, pois é bom para a festa que os forcados arrastem multidões e dessa forma serão certamente mais respeitados pelas empresas. Só não entendo a razão de se considerar crime o facto de um apoiante dos Amadores do Ribatejo, através das suas empresas, comprar setenta bilhetes na corrida do Redondo.
Questionado sobre o atrás referido, Potier afirmou demonstrando um incompreensível nervosismo que com o "seu" grupo foi diferente.
Perante as dúvidas de Machacáz o "Fuher", perdão, presidente Potier totalmente descontrolado e com o tom de voz alterado disse:
- ficas a saber que estás expulso -, Hitler não faria melhor.
No entanto, diga-se em abono da verdade que nem todos os presentes estavam em sintonia com a posição ditatorial de Potier, dos quais destacamos o Dr. João Lucas dos Amadores de Lisboa que várias vezes alertou o presidente que as acusações graves que ali se faziam tinham que ser provadas e debatidas no local apropriado (assembleia geral).
Segundo Potier, um dos motivos para a expulsão foi um comportamento inqualificável do grupo do Ribatejo em relação a uma corrida no Redondo. Facto esse denunciado por José Pedro Pires da Costa que esta temporada após golpe palaciano assumiu o comando do Aposento da Moita e que como todos nós sabemos e apesar do historial riquíssimo do grupo, conseguiu realizar a pior em número de atuações, e não só, temporada de sempre. Zé Pedro e ao que tudo indica Potier, esqueceram-se que em anos anteriores os Amadores do Ribatejo efetuaram muitas atuações e tal não impediu o Aposento da Moita, sob a batuta do forcadão Tiago Ribeiro manter-se em plano de destaque. Pois é caros amigos o problema não é certamente o grupo do Ribatejo e todos nós sabemos qual a verdadeira razão mas "cala-te boca".
Para terminar quero aqui referir que após este "encontro", Potier e outros elementos da Associação, numa atitude louvável mas tardia, contactaram a empresa do Redondo afim de esclarecer a duvidosa situação. Enfim "a montanha pariu um rato", mas... Machacáz abandonou a chefia dos Amadores do Ribatejo.

José Luis Figueiredo